Saltar o pequeno-almoço aumenta o risco de doença coronária em pessoas de meia-idade

Um estudo de grandes dimensões, elaborado por uma equipa em Boston, Massachusetts pretendeu aprofundar a teoria “popular” de que começar o dia sem tomar o pequeno-almoço não é uma boa prática.

As pessoas que começam o seu dia em jejum, em comparação com as que tomam o pequeno-almoço de manhã, apresentam maior risco de enfarte do miocárdio ou morte, por doença coronária, tendo sido estimado um acréscimo de risco de 27%.
O estudo foi elaborado através do seguimento de cerca de 27.000 pessoas de meia-idade, que não tinham hábito de tomar o seu pequeno-almoço, durante 16 anos. Durante este período, 1.527 pessoas tinham tido enfarte agudo do miocárdio. Deste modo, os resultados depois de analisados mostraram que existe uma relação forte entre o saltar o pequeno-almoço e o risco para doença coronária.


Surge então como conselho útil: comer regularmente e especificamente ao pequeno-almoço de manhã, levando a sério o provérbio popular:




pequeno-almoço como um rei”.

As mulheres pedem a ajuda dos médicos para enfrentar os receios sobre sexo após enfarte do miocárdio

 Resumo:
  • A maioria das mulheres pede informações aos seus médicos sobre a segurança de retomar as relações sexuais após um enfarte do miocárdio.
  • Apesar destes receios, muitos casais retomam as suas relações sexuais dentro de um mês após o enfarte.
  • Especialistas referem que este assunto deve ser abordado desde o tratamento do enfarte, no hospital, prolongando-se durante toda a recuperação.

De acordo com uma pesquisa do Journal of the American Heart Association, as mulheres pensam que seria mais fácil superar os seus medos se os médicos dessem mais informações sobre este assunto. A isto acrescenta-se que, segundo o autor do estudo, a maioria das mulheres refere não ter falado com os seus médicos sobre a retomada da atividade sexual, depois de um enfarte, embora muitas vivenciem esses medos. O estudo foi elaborado através de entrevista a diversas mulheres, após terem tido enfarte. Deste modo concluiu-se que:
  • A maioria das mulheres e os seus parceiros referem medo de terem relações sexuais novamente. Referem também não saber se é seguro nem quanto esforço poderá fazer.
  • Apesar desse medo, a maioria das mulheres retoma as relações sexuais, muitos dentro de quatro semanas.
  • A maioria das mulheres queriam ter relações sexuais para estarem perto de seu parceiro novamente e voltarem a uma vida "normal".
  • Das poucas mulheres que conversaram com seus médicos sobre este assunto, foi a maioria que iniciou a discussão e não estavam satisfeitas com a qualidade da informação prestada por esses médicos.

Os Cardiologistas poderiam assim, aliviar as preocupações sobre o sexo depois de um enfarte, se eles falassem abertamente com seus doentes sobre o que esperar. Caso isso não aconteça é importante que seja a própria pessoa a procurar falar sobre o assunto e expor as dúvidas.